domingo, outubro 29

309. As novas tecnologias deram-me trabalho durante o fim-de-semana! É que "no meu palheiro o télélé" não funcionava! Vai daí comecei a "inventar"! A dependência que se cria em nós relativamente a estas "modernices" é tal que tinha que arranjar uma solução! E arranjei! Agora já estou contactável mesmo "nos confins do Algarve"!
"Montado" num escadote lá fui fazendo a minha obra enquanto no lado oposto da casa um vizinho "montado numa vara", varejava azeitona!
Terra de contrastes!
De um lado, um mundo de novas tecnologias que já permitem quase tudo e nos mantêm "ligados à vida"; e do outro lado, o "tal mundo rural" onde alguns, já poucos e cada vez menos, "lutam" com as "varas" que têm, "para se manterem longe da morte"!
De um lado, "hert, frequências, watts, impedâncias,...
Do outro, oliveiras, azeitonas, uma vara e dois braços habituados à luta....
O tema musical para este post é interpretado pelo meu Amigo Vitorino, e dedico-o a todos os que "têm que varejar" para conseguirem ir vivendo...Ó Rama Ó_Que_Linda_Rama.mid

6 comentários:

gaivotadaria disse...

Debaixo da oliveira
Não se pode namorar;
A folha é miudinha,
Deixa passar o luar.

Por isso o vizinho já que não pode namorar não tem outro remédio senão varejar! :)))

Boa semana!

J. Seita disse...

É verdade no campo ainda é assim, mas as novas tecnologias também fazem falta .

Uma boa semana de trabalho

J. Seita

DE PROPOSITO disse...

Pois é. Chamo-lhe os desfavorecidos da sorte. Os deuses não se lembraram deles. Fazem parte do senso comum, e para alegria deles era que todas as pessoas varejassem azeitona. Supõem que um dia que vão ter com o S. Pedro o undo morre à fome pela sua falta. Mas temos de compreender. O mundo tem sido demasiado vertiginoso, e para pessoas (algumas analfabetas, consequencia do sal-azar) é difícil compreender este evoluir.
Um abraço.
Manuel

Lua disse...

Descobri que o ideal Pecas, é combinar os herts e watts com o cheiro das oliveiras.
Aliás, em boa verdade, nem é preciso ir viver para o campo para "beber" esse fantástico "cocktail". Mesmo com todos os "choques" sofridos, ainda não deixámos de ser um país eminentemente rural.
Beijinhos.

alfazema disse...

Amigo, vim ao teu encontro. Nunca mais passaste pelo meu lugar. Se Maomé não vai à montanha, vem a montanha a Maomé.
E da tua serra me falas. Também na minha não podia ligar o tlm e assim mudei de operador. Agora, lá, já se comunica através de qualquer rede.
Beijinhos amigo

Patricia disse...

Quando era pequena adorava ir passar férias no Alentejo. Ia para o monte da Romba, que pertence a Almodôvar. Adorava ir da cidade para aquele fim de mundo. ver as cabrinhas, as ovelhas, os porcos, ver como ar o antigamente do nosso Portugal. Há sitios no Alentejo que parece que os anos não passaram por lá. casas onde as pessoas não têm água canalizada e vão todos à «bica».