segunda-feira, janeiro 22

Vêm aí eleições.

Os portugueses vão ser chamados a votar no referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, vulgo Aborto!
Começo por vos dizer que não sou defensor de qualquer movimento, nem pró, nem contra, e que ainda não sei onde irei votar! Porque ainda tenho muitas dúvidas por esclarecer!
Começa porque acho que a pergunta está mal feita! Interrupção normalmente quer dizer paragem temporária! Quando interrompo qualquer coisa é para a recomeçar....
Claro que interrupção também quer dizer acabar/terminar, mas genéricamente o sentido que é dado é o que é algo para continuar mais tarde! Logo, pode induzir alguns eleitores em erro!
Por outro lado, há poucos dias, veio ter à minha mão um folheto da Juventude Comunista que dizia que o aborto "...era um problema exclusivo das mulheres!"
Então, os homens não têm nada a ver com o assunto?! A ser verdade, deverão ser só, e únicamente, as mulheres a votar!
Além disto, como dizia, e bem, Marcelo Rebello de Sousa, vamos votar uma lei!
E a lei está mal feita! Admitindo que o Sim ganha, uma mulher que aborte até às dez semanas não comete qualquer crime! E se abortar às dez semanas e um dia? E às onze semanas ou doze semanas? É criminosa? Aí atravessa a fronteira e já está! Se tiver meios para o fazer... Mas se não tiver corre o risco de ser uma criminosa e ir parar à barra do Tribunal e ser presa....
Mas, afinal, que porra é esta? Continuamos como dantes? Quem tem dinheiro não tem prazo, quer sejam dez semanas ou vinte, mas quem não tem corre o risco de cair na alçada da justiça se ultrapassar o prazo! Mas que prazo é este?
É o prazo que faz a diferença entre cinísmo e verdade! Para mim, o certo seria:- Liberilização total sem condicionantes!
O tema musical chama-se "Mulher" e é interpretado pela Tuna de Medicina da Universidade do Porto.

23 comentários:

Anónimo disse...

Estás como eu Pedro, ainda no campo da indecisão. Sei que o meu voto será 1 entre muitos e não irá determinar o resultado, mas também sei que ao fazer não o poderei fazer de ânimo leve. A questão em cima da mesa não é a Regionalização nem as eleições para o governo ou presidência da República é algo muito mais importante que isso tudo. São vidas que estão em causa: a das mulheres que se sujeitam a precárias condições para abortar e do outro lado os fetos (que os defensores do Não consideram ser um ser já com vida). De um lado e do outro temos um bem essencial: VIDA.
Este é que é mesmo um voto a tomar com consciência.
Obrigado por trazeres mais um tema actual.
Abraço

Anónimo disse...

Sou plo Não referendo, mas se tem que decidir-se através dum mesmo referendo... sem quaisquer dúvidas, sou plo SIM à despenalização da IVG... por diversas razões.

Manuel G. disse...

Caro Pedro,

eu não tenho qualquer dúvida: vou votar SIM à VIDA, NÃO ao aborto!

Há que perceber o que está verdadeiramente em causa no referendo, e o que dele pode vir a resultar.

O que verdadeiramente está em causa neste referendo não é se a mulher deve ir para a prisão se cometer um aborto "ilegal" (chamemos-lhe assim, eufemisticamente...).
O que está em causa é a VIDA daqueles que, pequeninos e indefesos, não podem dizer que querem VIVER, que têm direito a ser ouvidos, que são seres humanos inteiros desde o momento da concepção (são conclusões científicas).

Para esclarecer devidamente aqueles que apregoam que a mulher é dona do seu corpo, e ainda têm dúvidas sobre se devem votar a favor da Vida, ou da sua supressão homicida, nada melhor do que ouvir a voz da experiência de médicos e cientistas que lidam com o fenómeno atroz do aborto e com as suas sequelas físicas e psíquicas.

É um facto que os países desenvolvidos começam a repensar as suas leis abortistas. Para citar um exemplo, transcrevo a seguir parte de um manifesto assinado por 35 personalidades americanas (o governador da Pensilvânia, Robert Casey; o médico da Universidade de Chicago, Prof. Leon R. Kass e inúmeros políticos e líderes religiosos das mais distintas confissões), publicado na revista First Things (New York, November/92):

"...Após vinte anos de aborto sem restrições na sociedade americana, constata-se que a mortalidade infantil continua sendo uma das mais altas dos países industrializados; continua a haver cada vez mais casos de maus-tratos às crianças (e mais graves); continuam os abortos clandestinos... O aborto livre não satisfez a nenhuma verdadeira necessidade das mulheres, nem lhes devolveu a dignidade. De facto, produziu exactamente o contrário: estimulou a irresponsabilidade dos homens e jovens, que encontram no aborto uma escusa fácil para fugir de suas obrigações; aumentou enormemente a exploração das mulheres pela indústria do aborto... A licença para abortar não proporcionou liberdade nem segurança às mulheres...”
“Devemos alertar as mulheres que pensam em abortar (principalmente as adolescentes) e também a todos os colegas que atendem a estas pacientes, lembrando umas palavras da Dra. M. Simon: "O aborto não somente aniquila uma vida humana ainda não nascida, mas também arruina a psique da mulher."

E já agora, para aqueles que se escudam no argumento da democracia (igualdade de tratamento dos sexos) : então o legislador pensará que a mulher é um ser hermafrodita? Então o genitor pai não tem o direito de ser ouvido e de tomar posição quando está em causa a vida de um ser humano que também é filho seu...?!
Para vender um imóvel ou arrendar uma casa, é necessário o consentimento de marido e mulher, e para decidir da vida do filho basta a vontade da mulher...?! É uma lei desumana, anti-natural e ...já agora, para os estrénuos defensores da democracia... verdadeiramente inconstitucional.

Termino, lembrando o que vimos no Domingo na TV: a manifestação das mulheres francesas, pedindo a alteração da lei francesa do aborto. Após 30 anos de vigência da lei, o resultado traduz-se em maior número de abortos, maior sofrimento das mulheres e descida da natalidade. É a isto que o referendo nos vai conduzir, se o bom senso não imperar no dia 11 de Fevereiro. As mulheres francesas alertaram os portugueses.
Iremos dar ouvidos à verdade, à prudência e ao bom senso, lutando pela defesa da VIDA, pela paz e pelo progresso social? Espero que sim!

Pecaaas disse...

Boas achegas, que agradeço, mas que ainda não me esclarecem! Vou continuar a aprofundar a questão para ao votar não o faça com dúvidas!
Obr e abr
pedro

Anónimo disse...

eu não tenho duvidas...
beijos e boa semana

naoseiquenome usar disse...

Olá, viva!
Venho deixar-lhe um abraço.
A minha posição sobre o assunto pode ser lida em:
http://chuvafriocaloreseilamaisoque.blogspot.com/2006_12_01_chuvafriocaloreseilamaisoque_archive.html~
http://chuvafriocaloreseilamaisoque.blogspot.com/2007/01/o-embrio-factualidade-notas-outras.html
http://chuvafriocaloreseilamaisoque.blogspot.com/2007/01/minha-coerncia-vida-no-referendvel.html

J. Seita disse...

Eu acho que este referendo é para se decidir se as mulheres podem ou não ser condenadas e ou presas por interromper a sua gravidez (IVG) até ás 10 semanas .

Não sei onde está a confusão .

Pelo menos é o que eu no meu modesto entender acho que está escrito na pergunta, ou será que estou errado ?

Essa conversa de ás 10 semanas e um dia ou ás 11 semanas o que se faz, isso é conversa da terta, é claro que depois das 10 semanas é crime, ou será que eu não entendi nada disto ?

E também acho que está claro que ninguém é obrigado a interromper a gravidez até ás 10 semanas, ou será que é obrigadso ?

Devemos deixar decidir se interrompe a gravidez até ás 10 semanas ou não quem está grávida e não tem como sustentar e ou criar um filho neste mundo cruel e desumano em que vivemos, ou por e simplesmente não quer aquele filho .

Deixemo-nos de hipocrisias, todos sabemos quem e onde se fazem abortos clandestinos aqui e em qualquer parte do país (é só falar no assunto e alguém nos indica um lugar onde pode interromper a gravidez e quanto custa) .

Todos sabemos que essas pessoas ganham balurdios com esta prática cladestina e sem nenhumas condições de higiene e segurança, graças á lei que temos neste momento (nem sequer pagam impostos e utilizam material roubado nos hospitais) .

Ou então quem é mais endinheirado vai lá fora e resolve o problema, se calhar alguns defenssores do não já o fizeram e agora veem com esta converrsa de defensores da vida .

Eu também sou defensor da vida, se calhar até mais do que essas pessoas, defensoras do não, senão vejamos o que respondem quando á actual Lei que permite recorrer á interrupção da gravidez se for por violação e ou por má formação do feto .

Então aí já não se importam com a vida, dizem que é diferente e coisa e tal, eu não vejo diferença nenhuma, vida é vida e o resto é conversa .

Eu tenho dois filhos que foram criados com muito sacrifício (22 e 30 anos respectivamente), nunca me passou pela cabeça recorrer a esse tipo de expediente (IVG), mas não posso ser contra quem recorre, as pessoas são todas responsaveis e sabem o que querem para a sua vida e na altura teem que decidir por elas (não pela cabeça de outrem).

Um abraço

Bem hajas Pedro

J. Seita

Patricia disse...

O que eu acho mesmo importante é que as pessoas se façam "ouvir" e que vão votar!

Anónimo disse...

Existe um largo consenso internacional, expresso pela Organização Mundial de Saúde, ONU, Conselho da Europa, no que respeita à regulamentação da IVG, que o país não pode continuar a ignorar.

Em todo o mundo morrem por ano 68.000 mulheres por aborto clandestino. Nas regiões e nos países onde esta prática é despenalizada, a IVG é uma prática segura e a mortalidade é baixa. De acordo com um estudo recente publicado na revista Lancet , os custos indirectos e directos do aborto clandestino são elevadíssimos quer em países desenvolvidos quer em países não desenvolvidos, estimando-se que o número de anos ajustados vividos com incapacidade devido ao aborto clandestino, se estime em 5 milhões por ano nas mulheres em idade reprodutiva.

O aborto clandestino é um problema de saúde pública em Portugal, de acordo com um estudo recente cerca de 346.000 a 363.000 mulheres já fizeram um aborto, 20 em cada 100 das mulheres que engravidaram já abortaram realizando-se anualmente cerca de 17.000 a 18.000 abortos clandestinos, estando na origem de inúmeros casos de complicações e de morte.Defender a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez nas primeiras 10 semanas é procurar criar as condições de possibilidade para que o número de abortos no país diminua e para que deixem de estar em causa a saúde e a vida das mulheres.

Anónimo disse...

O que está em causa no referendo é decidir se o aborto nessas condições deve deixar de ser crime, como é hoje, sujeito a uma pena de prisão até 3 anos (art. 140.º do Código Penal). Por isso, é francamente enganador chamar ao referendo o "referendo do aborto" ou "sobre o aborto", como muita gente diz. De facto, não se trata de saber a posição de cada um sobre o aborto (suponho que ninguém aplaude o aborto), mas sim de decidir se a mulher que não se conforma com uma gravidez indesejada, e resolve interrompê-la, deve ou não ser perseguida e julgada e punida com pena de prisão.


2.ª - Não há outro meio de deixar de punir o aborto senão despenalizando-o. Enquanto o Código Penal o considerar crime (salvas as excepções actualmente já existentes), ninguém que pratique um aborto está livre da humilhação de um julgamento e de punição penal. Quem diz que não quer ver as mulheres punidas, mas recusa a despenalização, entra numa insanável contradição. Não faz sentido manter o aborto como crime e simultaneamente defender que ele não seja punido.


3.ª - A actual lei penal só considera lícito o aborto em casos assaz excepcionais (perigo grave para vida ou saúde da mulher, doença grave ou malformação do nascituro, violação). Ao contrário do que correntemente se diz, a nossa lei não é igual à espanhola, que é bastante mais aberta do que a nossa e tem permitido uma interpretação assaz liberal, através da cláusula do "perigo para a saúde psíquica" da mulher. Por isso, a única saída entre nós é a expressa despenalização na primeira fase da gravidez, alterando o Código Penal, como sucede na generalidade dos países europeus.


4.ª - A despenalização sob condição de realização em estabelecimento de saúde autorizado (por isso não se trata de uma "liberalização", como acusam os opositores) é o único meio de pôr fim à chaga humana e social do aborto clandestino. Esta é a mais importante e decisiva razão para a defesa da despenalização. Nem a ameaça de repressão penal se mostra eficaz no combate ao aborto, nem a sua legalização faz aumentar substancialmente a sua frequência. A única coisa que se altera é que o aborto passa a ser realizado de forma segura e sem as sequelas dos abortos clandestinos mal-sucedidos. Por isso, se pode dizer que a legalização do aborto é uma questão de saúde pública.


5.ª - Se se devem combater os factores que motivam gravidezes indesejadas, é humanamente muito cruel tentar impô-las sob ameaça de julgamento e prisão. É certo que hoje há mais condições para evitar uma gravidez imprevista (contraceptivos, planeamento familiar, etc.). Mas a sociologia é o que é, mostrando como essas situações continuam a ocorrer, em todas as classes e condições sociais, mas especialmente nas classes mais desfavorecidas, entre os mais pobres e menos cultos, que acabam por ser as principais vítimas da proibição penal e do aborto clandestino (até porque não têm meios para recorrer a uma clínica no estrangeiro...).


6.ª - A despenalização do aborto até às 10 semanas é uma solução moderada e, mesmo, comparativamente "recuada", visto que em muitos países se vai até às 12 semanas. Por um lado, trata-se de um período suficiente para que a mulher se dê conta da sua gravidez e possa reflectir sobre a sua interrupção em caso de gravidez indesejada. Por outro lado, no período indicado o desenvolvimento do feto é ainda muito incipiente, faltando designadamente o sistema nervoso e o cérebro, pelo que não faz sentido falar num ser humano, muito menos numa pessoa. Como escrevia há poucos dias um conhecido sacerdote católico e professor universitário de filosofia: "A gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marco" que não devem ser ignorados. (...) Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído."


7.ª - Só a despenalização e a "desclandestinização" do aborto é que permitem decisões mais ponderadas e reflectidas, incluindo mediante aconselhamento médico e psicológico. Embora o referendo não verse sobre os procedimentos do aborto legal, nada impede e tudo aconselha que a lei venha a prever uma consulta prévia e um período de dilação da execução do aborto, como existe em alguns países. Aliás, o anúncio de tal propósito poderia ajudar o triunfo da despenalização no referendo, superando as hesitações daqueles que acham demasiado "liberal" o aborto realizado somente por decisão desacompanhada da mulher.


8.ª - A despenalização do aborto nos termos propostos não viola o direito à vida garantido na Constituição, como voltou a decidir o Tribunal Constitucional, na fiscalização preventiva do referendo. No conflito entre a protecção da vida intra-uterina e a liberdade da mulher, aquela nem sempre deve prevalecer. O feto (ainda) não é uma pessoa, muito menos às dez semanas, e só as pessoas são titulares de direitos fundamentais e, embora a vida intra-uterina mereça protecção, inclusive penal, ela pode ter de ceder perante outros valores constitucionais, nomeadamente a liberdade, a autodeterminação, o bem-estar e o desenvolvimento da personalidade da mulher. Mas a punição do aborto continua a ser a regra e a despenalização, a excepção.


9.ª - A decisão sobre a legalização ou não do aborto não pode obedecer a uma norma moral partilhada só por uma parte da sociedade. Ninguém pode impor a sua moral aos outros. É evidente que quem achar, por razões religiosas ou outras, que o aborto é um "pecado mortal" ou a violação intolerável de uma vida, não deve praticá-lo. Pode até empregar todo o proselitismo do mundo para dissuadir os outros de o praticarem. Mas não tem o direito de instrumentalizar o Estado e o direito penal para impor aos outros as suas convicções e condená-los à prisão, caso as não sigam. A despenalização do aborto não obriga ninguém a actuar contra as suas convicções; a punição penal, sim.


10.ª - A despenalização é a solução a um tempo mais liberal e mais humanista para a questão do aborto. Liberal - porque respeita a liberdade da mulher quanto à sua maternidade. Humanista - porque é o único antídoto contra as situações de miséria e de humilhação que o aborto clandestino gera. Quando vemos tantos autoproclamados liberais nas hostes do "não", isso é a prova de que o seu liberalismo se limita à esfera dos negócios e da economia, parando à porta da liberdade pessoal. Quando vemos tanta gente invocar o "direito à vida" do embrião ou do feto para combater a despenalização, ficamos a saber que para eles vale mais impor gravidezes indesejadas (e futuros filhos não queridos) do que a defesa da liberdade, da autonomia e da felicidade das pessoas. Se algo deve ser desejado, devem ser os filhos!


11.ª - Na questão da despenalização do aborto é verdadeiramente obsceno utilizar o argumento dos custos financeiros para o SNS. Primeiro, o referendo não inclui essa questão, deixando para a lei decidir sobre o financiamento dos abortos "legais". Segundo, mesmo que uma parte deles venham a ser praticados no SNS, o seu custo não deve comparar desfavoravelmente com os actuais custos da perseguição penal dos abortos, bem como das sequelas dos abortos mal sucedidos.


12.ª - A despenalização do aborto, nos termos moderados em que é proposta, será um sinal de modernização jurídica e cultural do país, colocando-nos a par dos países mais liberais e mais desenvolvidos, na Europa e fora dela (Estados Unidos incluídos). A punição penal do aborto situa-nos ao lado de um pequeno número de países mais conservadores e mais influenciados pela religião (como a Irlanda e a Polónia). Mas por que motivo um Estado laico deve pautar o seu Código Penal por normas religiosas?
Doze razões
Vital Moreira
Professor universitário
Público

Anónimo disse...

A PERGUNTA QUE VAI AGORA A REFERENDO, JÁ FOI REFERENDADA, OS PORTUGUESES DISSERAM NÃO E, DESDE ENTÃO NENHUMA CONDIÇÃO ESSENCIAL EM TERMOS DE MÉTODOS REPRODUTIVOS E DE CONCEPÇÃO, SE ALTEROU POR FORMA A JUSTIFICAR MAIS ESTE DESPERDÍCIO DE DINHEIROS PÚBLICOS.
ESTE REFERENDO NÃO PASSA DE UM INSTRUMENTO POLÍTICO, SOB A CAPA DO DEVER DE CONSCIÊNCIA EM CONSONÂNCIA COM A PRÁTICA QUOTIDIANA, (DIZ-SE), PARA FAZER DESVIAR A ATENÇÃO DOS PORTUGUESES DE QUESTÕES VERDADEIRAMENTE PREMENTES, QUERENDO ILUDIR-NOS QUE ESTÁ A CUMPRIR PROMESSAS ELEITORAIS.
QUERENDO, A A.R. TERIA LEGISLADO, SEM ESTE CIRCO, EM QUE CHAMAM DE CONSCIÊNCIA A................................................ POLÍTICA!


E POR FAVOR, NÃO NOS COMPAREM COM ESPANHA.
ESTUDOS DEMONSTRAM QUE OS ABORTOS FEITOS EM ESPANHA NÃO O SÃO, NA ESMAGADORA MAIORIA REALIZADOS PELAS MULHERES ESPANHOLAS, QUE CADA VEZ FAZEM MELHOR CONTRACEPÇÃO, MAS POR POR OUTRAS.
E, SOBERBAMENTE IMPORTANTE: EM ESPANHA O ABORTO NÃO É LIVRE, NÃO FOI LIBERALIZADO, COMO AQUI SE PRETENDE QUE ACONTEÇA, NÃO SE REALIZA POR ÚNICA OPÇÃO DA MULHER!

Manuel G. disse...

Ao eminente catedrático Senhor Doutor Vital Moreira:

É pena o eminente catedrático e jurista ter uma visão tão redutora da Vida, e não a defender em absoluto. Seria o mínimo que se deveria exigir a um homem que estudou leis e que deveria pugnar pela defesa do direito à Vida.

Os intelectuais portugueses sabem bem a falácia que constitui este referendo e a pergunta ardilosa que se vai fazer aos votantes.

O que vai estar verdadeiramente em causa,neste referendo,não é, como se quer fazer crer, a despenalização - nem sequer há uma mulher presa em Portugal há mais de 30 anos, por ter praticado o aborto. Nem se crê que algum Juiz vá mandar para a cadeia qualquer pobre mulher que venha a fazê-lo, por vir a "desrespeitar" a "lei"...

O que está em causa no referendo - e vai marcar a sociedade portuguesa nos próximos anos - é a abertura ao exercício do aborto, praticamente sem requisitos.

Leia-se bem: praticamente sem requisitos. Ou seja, basta a vontade da mulher, e o prazo ser até às 10 semanas. Mas que acontecerá se passarem 2 dias... 2 semanas... 2 meses? Quem vai decidir - e quem vai contabilizar o tempo rigorosamente? Médico de família? Comissão de médicos? E vão dizer a verdade? E a mulher não vai mentir?

A ser aprovada esta lei nefanda, será a abertura do caminho para a irresponsabilidade absoluta, para o precipício...como já se pode observar nas nossas vizinhas Espanha e França.

Não se lê jornais, nem se vê TV? Não se ouviu as mulheres francesas a pedirem a alteração da lei do aborto, que tanto sofrimento lhes trouxe, e operou a queda brusca da taxa de natalidade? Não se vê o governo alemão a incentivar a natalidade? Não se vê os americanos a pedirem a alteração da lei?

Não será preciso entrar em considerações de ordem religiosa, moral ou filosófica. A lei natural diz-nos que matar um ser humano é CRIME, e matar é sempre matar - e é a própria Ciência que nos afirma que o ser humano é ser humano desde o acto da concepção. Portanto, contra estas verdades absolutas, não há argumentos que possam prevalecer.

Mas se o Sr. Dr. Vital Moreira não quer atender a estas verdades, atenda ao que a experiência dolorosa das mulheres vem mostrando nos países onde esse crime horrendo foi autorizado legalmente.

E já agora, será que o genitor pai não tem uma palavra a dizer quando a mãe pretende matar-lhe o filho...?!!!

Que diz o brilhante constitucionalista Dr. Vital Moreira sobre esta chocante inconstitucionalidade...?! Onde está a igualdade de direitos, tão proclamada em tantas outras situações...?!

Que Deus ilumine o coração dos que desprezam o direito de viver de bebés indefesos - e os leve a votar a favor da VIDA!

Anónimo disse...

Eu incompetente me confesso para informar como é que isto seria possível, embora saiba que, enquanto ter filhos for um pesadelo, não adianta pensar muito no aumento da natalidade. O sacrifício pelo sacrifício é uma doença. Só o sacrifício que é fruto do amor possível é fonte de coragem. Mas é um exagero pedir às pessoas que desejam filhos viverem em permanente estado de heroicidade. Não adianta queixar-se da cultura hedonista pela falta de generosidade. Quando as empresas e as organizações, através de sofisticada publicidade, incitam aos prazeres mais imediatos e indeferíveis – casas de sonho, carros de sonho, férias de sonho – teremos uma minoria regalada e a maioria acumulando desejos e decepções e adiando sempre, por estas e por outras razões, a altura para ter descendentes.

Mas também incompetente me confesso para desenhar ou sugerir um modelo capaz de configurar uma outra sociedade viável.

2. Eu incompetente me confesso para sustentar que a hierarquia da Igreja fez bem, ao entregar, apenas, às leis da natureza a regulação da natalidade: «A continência periódica, os métodos de regulação dos nascimentos baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos são conformes aos critérios objectivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, estimulam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em contrapartida, é intrinsecamente má qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação» (1).

João Paulo II repetiu até à saciedade esta herança: «As duas dimensões da união conjugal, a unitiva e a procriadora, não podem ser separadas artificialmente sem atentar contra a verdade íntima do próprio acto conjugal. (...) A Igreja ensina a verdade moral acerca da paternidade e da maternidade responsável, defendendo-a das visões e tendências erróneas, hoje, difusas». Está muito consciente de que o Episcopado , em união com o Papa, é acusado de ser insensível à gravidade dos problemas actuais e de perder popularidade e ver os fiéis a afastarem-se cada vez mais da Igreja (2).

Desde 1968, sobretudo por causa desta atitude perante os métodos contraceptivos, ouvimos com frequência um certo tipo de expressões: «sou católico, mas não sou praticante»; «deixei de ser católico ou não posso continuar a dizer-me católico, embora adira aos seus valores»; «Cristo sim, Igreja não». Mas também há muitos que se guiam pela sua própria consciência, que resistem, digam ou não, «nós também somos Igreja».

3. João Paulo II, na encíclica, Evangelho da Vida (nº 73), é peremptório: «O aborto e a eutanásia são crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. (...) Portanto, no caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto e a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela».

Parece-me que um Papa que estivesse de acordo com o aborto ou com a eutanásia devia pedir a sua demissão. No entanto, eu incompetente me confesso para, sob o ponto de vista jurídico, julgar se o Estado tem ou não direito a fazer leis que permitem o aborto.

É saudável, é normal que a Lei de um Estado laico não tenha que estabelecer o que é bem e o que é mal sob o ponto de vista religioso. Não desejaria ver os Estados europeus a adoptarem regimes equivalentes aos da Arábia Saudita ou do Irão: o Estado e a sociedade regidos pela lei ou pela ética religiosas. É por isso que talvez não seja um absurdo perguntar aos cidadãos, como agora, em Portugal, no referendo, se se deve responder "sim" ou "não" à despenalização da interrupção da gravidez, em estabelecimento de saúde, nas primeiras dez semanas, realizado a pedido da mulher. Não se trata de saber quem é e quem não é pelo aborto, neste prazo e nestas condições, mas quem é ou não pela penalização da mulher que aborta neste prazo e nestas condições.

É inevitável a pergunta: dentro das dez semanas, já existe vida humana, ser humano ou pessoa humana? Sobre o que é a vida, sobre o que é vida humana, sobre o que é pessoa, as linguagens do senso comum, das ciências, das filosofias e das religiões não são coincidentes. E, no interior de cada um desses ramos do conhecimento, o debate não está encerrado. Para o Padre Anselmo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Coimbra, «a gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marcos" que não devem ser ignorados. (...) Antes da décima semana, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período» (3). A embriologia expressa no boneco chinês é uma pura fraude e uma obscenidade.

Parece-me exorbitante ameaçar os católicos, que votem "sim", com a excomunhão. Comparar o aborto ao terrorismo é fazer das mulheres aliadas da Al-Quaeda. A retórica deve ter limites.

Creio que é compatível o voto na despenalização e ser – por pensamentos, palavras e obras – pela cultura da vida em todas as circunstâncias e contra o aborto. O "sim" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, dentro das dez semanas, é contra o sofrimento das mulheres redobrado com a sua criminalização. Não pode ser confundido com a apologia da cultura da morte, da cultura do aborto, embora haja sempre doidos e doidas para tudo.

Eu, agora, competente me confesso para afirmar: quando, em Portugal, o aborto for obrigatório, abandono o país. Nem mais, nem menos.


(1) Catecismo da Igreja Católica, nº 2370, citando a Humanae vitae, 14: AAS 60 (1968), 490.

(2) Carta às Famílias, nº 12.

(3) dn, 21/01/2007. Sobre esta questão, cf. Miguel Oliveira da Silva, Ciência, Religião e Bioética no início da vida, Lisboa, Caminho, 2006, pp. 53-85.

Frei Bento Domingos

Anónimo disse...

Ao Não Sei que Nome Dar e ao Manuel G

1.º A taxa de fecundidade em França atingiu os dois filhos por mulher em 2006, nível sem igual nos últimos 30 anos que coloca o país como o mais fecundo da Europa, à frente da Irlanda, segundo dados oficiais.

Apontada como exemplo por numerosos países desenvolvidos, que se esforçam por fazer parar a queda da sua natalidade, a França aproxima-se assim, com um indicador de 2,0, da taxa de fecundidade de 2,07 que permite a renovação natural das gerações.

A média europeia é de cerca de 1,5 filhos por mulher.

Inversão de tendência começou em 1993

A França começou a inverter a tendência em 1993, ano em que atingiu o nível mais baixo com um índice de fecundidade de 1,66. Foi subindo progressivamente e atingiu em 2005 uma taxa de 1,94.


Podiam pelo menos não faltar à verdade!

Anónimo disse...

Voto "sim" por razões de fundo, que se não afastam do que vem sendo defendido pelos que, como eu, já há 8 anos votaram nesse sentido. Para além disso, voto "sim" também porque não entendo a lógica e a coerência de quem pretende evitar a despenalização em nome do direito à vida do feto: quem pensa assim deve então logicamente ser contra a despenalização nas situações em que já desde 1984 ocorre. Deve defender a re-penalização nessas situações. O facto de uma Mulher iniciar um processo de gestação após relações sexuais consentidas ou forçadas nada tem de ontologicamente distinto, se se olhar para o resultado dessa relação. A situação actual é, em minha opinião, a única que não faz eticamente sentido.

Também não entendo que se defenda a manutenção de um tipo legal de crime e se não aceite que quem infrinja tal comando etico-juridico seja punido. Sempre fui contra a anomia que destrói as estruturas sociais. As sociedades podem mudar as leis, mas devem sempre aplicá-las enquanto estejam em vigor. Defender que se vote "não" e que se não puna quem pratica abortos é, na minha opinião, contra o Estado de Direito.

Finalmente, quero frisar que todos os que votarão "não" ou "sim", são a favor da vida. Depois de 11 de Fevereiro espero que se mobilizem em conjunto para criar condições cada vez mais favoráveis para que as mulheres não recorram ao aborto. O que implica pedagogia cultural, protecção à mãe solteira, reforço e facilitação das adopções.

Contributo de José Miguel Júdice

Anónimo disse...

E a Espanha!!

Num encontro de eurodeputadas, que reuniu políticos de todos os matizes, desde Assunção Esteves (do PSD) a Ilda Figueiredo (do PCP), uma eurodeputada espanhola revelou uma verdade surpreendente. Na Espanha, tem subido a natalidade e o aborto ao mesmo tempo. Perante a surpresa dos presentes, adiantou a explicação com alguma timidez: estando as fronteiras espanholas abertas, há mulheres de outros países (sobretudo Portugal, entenda-se) que rumam à Espanha para praticar o aborto. Compreendem?

A Clínica dos Arcos, que nos últimos 12 meses recebeu nas suas instalações, em Espanha, quatro mil portuguesas que queriam interromper a sua gravidez.

As do Algarve vão à Poliplanning em HUELVA - Dirección: C/ José Nogales nº 7- 1º dcha. 21001 - HUELVA; à Clínica El Sur / Tiberiades, 4 y 6 41007 Sevilla.

Anónimo disse...

Caro anónimo das 11.12H:
importa-se de clarificar onde faltei à verdade?
Quer fazer o favor de dizeer qual é a verdade?
Em que é que a sua veradde é mais verdade que a minha?

Pois fique sabendo desta verdade: caso o sim vença tosdas as misérias continuarão a existioer; a retórica da lei já nem é comentável, as condições sanitárias serão uma mirageme, só lhes carescentará um outro mal, bem maior, o da morte pretensamente higiénica!

Manuel R. disse...

Caro Pedro,
Como dizes que ainda perpassam algumas dúvidas no teu espírito sobre o teu sentido de voto no Referendo, deixo aqui algumas “dicas” que talvez te ajudem a tomar posição.

Conhecendo-te como te conheço, humanista e inteligente, sei que sopesarás bem a tua decisão. Por outro lado, espero que entendas que, como teu Amigo de longa data, apenas me anima o desejo de te ajudar a uma escolha consciente. Eu, porém, não tenho dúvidas: votarei SIM à VIDA.

Os “media” têm-se feito eco, ultimamente, do clamor das mulheres em todo o Mundo, pedindo a alteração, e até a revogação, das leis do aborto. Pois elas sabem bem o sofrimento físico e moral (este é para toda a vida…) que o aborto provoca…

Recentemente, são os americanos que pedem a revogação da lei do aborto, ou pelo menos a sua alteração, requerendo maiores restrições à prática do aborto.
Na verdade, segundo o último inquérito realizado pela “CBS News”, 47% da população expressou o seu desejo de proibir, por completo, o aborto! Enquanto que 16% afirmou desejar mais restrições à prática do aborto. E 30% requereu que se limite a prática do aborto aos casos de violação, incesto ou perigo de morte para a mãe.

Julgo ser da maior importância saber-se que a aprovação do aborto nos EUA foi conseguida por meio de um trabalho fraudulento de persuasão dos cidadãos, onde se verificou a manipulação de estatísticas, enganos, mentiras, e até mesmo calúnias contra a Igreja.

Esta verdade, provada, foi denunciada pelo Dr. Bernard Nathanson (uma das pessoas que mais esforços empenhou para que fosse aprovada a lei do aborto nos EUA), que esteve à frente da maior clínica de aborto dos EUA, como Director, tendo sido por ele realizados mais de 5mil abortos, e autorizados mais de 60mil.
Após estudar em profundidade o feto no interior no útero, o Dr. Bernard, apercebeu-se dos seus graves erros, e passou a ser, há mais de 20 anos, um dos maiores defensores da vida do feto, e desde então tem lutado fortemente contra o aborto, alertando e esclarecendo todos os que duvidam que a vida humana se gera no momento da concepção.

Não desprezemos os exemplos e avisos dos que já experimentaram as consequências terríveis destas leis nefandas pró-aborto. Tenhamos consciência das implicações futuras das nossas decisões.

Votemos Não ao aborto - Sim à Vida!

Já agora, o José António Saraiva tem um artigo interessante sobre o tema, no “Sol”.

Termino com palavras de Madre Teresa de Calcutá:

“O aborto é um assassinato no ventre. Uma criança é um presente de Deus. Se não a quiser dê-a para mim.
A maior destruição da paz é o aborto; pois se uma mãe pode matar a sua própria criança, o que impede de eu matar você e você me matar ?
É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja.”

Um abraço!
Manuel R.

Filipe M. disse...

Meu caro Amigo Pedro,aqui vai uma notícia fresca para reflectires, já que afirmas que o melhor seria a liberalização total do aborto.

Como homem sensível, inteligente e culto que és, tenho a certeza de que o teor desta notícia não te vai deixar indiferente. É que, para além de considerandos de uma ou de outra ordem, consoante se defenda o NÃO ou o SIM, as experiências já feitas podem indicar-nos verdadeiramente o que se poderá vir a passar em Portugal se a tal legalização ou liberalização do aborto for aprovada...


EIS A NOTÍCIA:

"Número de abortos na Rússia é superior aos nascimentos"

"A Rússia foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto em 1924, por iniciativa do dirigente comunista Vladimir Lenine, com a “avançada” perspectiva de «emancipação da mulher».

Depois, o seu sucessor, o tirano Staline, proibiu a realização do aborto a pretexto da «protecção da saúde das mulheres soviéticas», proibição que durou até 1955, mas na realidade a proibição da IVG visava aumentar o número de nascimentos a fim de compensar os milhões de soviéticos que foram vítimas do regime comunista: pela fome, guerra, campos de concentração, assassinatos, e também por causa da II Guerra Mundial.

Segundo o historiador francês Stéphane Courtois e seus cinco colaboradores, o comunismo matou cerca de 100 milhões de pessoas (O Livro Negro do Comunismo, Ed. Bertrand Brasil, 3ª ed. , 2001.).As autoridades soviéticas proibiram desde 1934 a publicação das estatísticas sobre o número de abortos mas as autoridades de saúde russas admitem que a União Soviética ocupava o primeiro lugar do mundo.

O número de abortos legais na Rússia ultrapassa hoje o número de nascimentos, num país com uma das mais liberais legislações sobre o aborto. Estatísticas de 2005 indicam que o número de abortos em instituições médicas legais se situou entre os 1,7 e os 1,8 milhões.
No mesmo ano registaram-se entre 1,4 e 1,5 milhões de novos nascimentos.
Segundo a Lei sobre a Protecção da Saúde dos Cidadãos de 22 de Julho de 1993, praticamente não existem barreiras à realização de abortos na Rússia.

O aborto pode realizar-se até 12 semanas de gravidez a pedido da mãe, podendo esse prazo prolongar-se até às 22 semanas por «razões sociais», ou seja: «invalidez do marido, caso a mãe ou o pai se encontre na prisão, desemprego, divórcio durante a gravidez, falta de habitação».A lei permite ainda a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) a «mulheres com estatuto de refugiada, mães solteiras ou com mais de três filhos» ou «com meios de subsistência inferiores ao mínimo previsto por lei».

Esse prazo poderá ser dilatado em caso de «má formação do feto» e «violação». «Tendo em conta a facilidade com que no país se compra uma declaração das autoridades, não é difícil imaginar que basta o desejo da mulher ou do marido para que ela faça um aborto», declarou à agência Lusa uma enfermeira de um clínica de ginecologia de Moscovo.
Os dados falam por si. Numa altura em que a Rússia passa por uma grave crise demográfica (a sua população diminui, anualmente, em cerca de um milhão de habitantes), as autoridades não conseguem travar o aumento do número de abortos.

Nesse ritmo a população russa tende a desaparecer. As estatísticas de 1988 indicam que o número de abortos era superior ao de nascimentos à razão de 166 abortos para cada 100 nascimentos. Em 1992 a relação aumentou (225 abortos para 100 nascimentos).

"Em 1986 foram oficialmente realizados 7.116.000 abortos na URSS, tendo esse número subido para 7.265.000 em 1988», disse à Lusa Irina Siluanova, docente da Universidade Médica Estatal da Rússia. (Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=260380 - 29-01-2007.

Essa situação trágica da Rússia mostra o fruto amargo que colhe um país que optou por um sistema de governo ateu, materialista, totalitário, que aboliu Deus da sociedade, com o complexo comunista de que a religião é o “ópio (droga) do povo”.

Vemos ai que o ateísmo, a negação de Deus, não é algo inerte para o homem e para a sociedade, é algo extremamente perigoso.
E infelizmente o nosso mundo caminha hoje muito nessa direcção. Numa ideologia que não respeita a Deus, o homem acaba não sendo respeitado também, porque este é filho de Deus; e só considera esta sua alta dignidade quem ama a Deus.

A Rússia comunista, bem como Cuba, foram pioneiras na liberalização e adopção do aborto como política oficial; agora, porém, ambas começam a pagar um alto preço que, se não for revertido, pode significar o fim da própria sociedade. Belo exemplo!

Filipe M. disse...

Meu caro Amigo Pedro,aqui vai uma notícia fresca para reflectires, já que afirmas que o melhor seria a liberalização total do aborto.

Como homem sensível, inteligente e culto que és, tenho a certeza de que o teor desta notícia não te vai deixar indiferente. É que, para além de considerandos de uma ou de outra ordem, consoante se defenda o NÃO ou o SIM, as experiências já feitas podem indicar-nos verdadeiramente o que se poderá vir a passar em Portugal se a tal legalização ou liberalização do aborto for aprovada...


EIS A NOTÍCIA:

"Número de abortos na Rússia é superior aos nascimentos"

"A Rússia foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto em 1924, por iniciativa do dirigente comunista Vladimir Lenine, com a “avançada” perspectiva de «emancipação da mulher».

Depois, o seu sucessor, o tirano Staline, proibiu a realização do aborto a pretexto da «protecção da saúde das mulheres soviéticas», proibição que durou até 1955, mas na realidade a proibição da IVG visava aumentar o número de nascimentos a fim de compensar os milhões de soviéticos que foram vítimas do regime comunista: pela fome, guerra, campos de concentração, assassinatos, e também por causa da II Guerra Mundial.

Segundo o historiador francês Stéphane Courtois e seus cinco colaboradores, o comunismo matou cerca de 100 milhões de pessoas (O Livro Negro do Comunismo, Ed. Bertrand Brasil, 3ª ed. , 2001.).As autoridades soviéticas proibiram desde 1934 a publicação das estatísticas sobre o número de abortos mas as autoridades de saúde russas admitem que a União Soviética ocupava o primeiro lugar do mundo.

O número de abortos legais na Rússia ultrapassa hoje o número de nascimentos, num país com uma das mais liberais legislações sobre o aborto. Estatísticas de 2005 indicam que o número de abortos em instituições médicas legais se situou entre os 1,7 e os 1,8 milhões.
No mesmo ano registaram-se entre 1,4 e 1,5 milhões de novos nascimentos.
Segundo a Lei sobre a Protecção da Saúde dos Cidadãos de 22 de Julho de 1993, praticamente não existem barreiras à realização de abortos na Rússia.

O aborto pode realizar-se até 12 semanas de gravidez a pedido da mãe, podendo esse prazo prolongar-se até às 22 semanas por «razões sociais», ou seja: «invalidez do marido, caso a mãe ou o pai se encontre na prisão, desemprego, divórcio durante a gravidez, falta de habitação».A lei permite ainda a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) a «mulheres com estatuto de refugiada, mães solteiras ou com mais de três filhos» ou «com meios de subsistência inferiores ao mínimo previsto por lei».

Esse prazo poderá ser dilatado em caso de «má formação do feto» e «violação». «Tendo em conta a facilidade com que no país se compra uma declaração das autoridades, não é difícil imaginar que basta o desejo da mulher ou do marido para que ela faça um aborto», declarou à agência Lusa uma enfermeira de um clínica de ginecologia de Moscovo.
Os dados falam por si. Numa altura em que a Rússia passa por uma grave crise demográfica (a sua população diminui, anualmente, em cerca de um milhão de habitantes), as autoridades não conseguem travar o aumento do número de abortos.

Nesse ritmo a população russa tende a desaparecer. As estatísticas de 1988 indicam que o número de abortos era superior ao de nascimentos à razão de 166 abortos para cada 100 nascimentos. Em 1992 a relação aumentou (225 abortos para 100 nascimentos).

"Em 1986 foram oficialmente realizados 7.116.000 abortos na URSS, tendo esse número subido para 7.265.000 em 1988», disse à Lusa Irina Siluanova, docente da Universidade Médica Estatal da Rússia. (Fonte:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=260380 - 29-01-2007.

Essa situação trágica da Rússia mostra o fruto amargo que colhe um país que optou por um sistema de governo ateu, materialista, totalitário, que aboliu Deus da sociedade, com o complexo comunista de que a religião é o “ópio (droga) do povo”.

Vemos ai que o ateísmo, a negação de Deus, não é algo inerte para o homem e para a sociedade, é algo extremamente perigoso.
E infelizmente o nosso mundo caminha hoje muito nessa direcção. Numa ideologia que não respeita a Deus, o homem acaba não sendo respeitado também, porque este é filho de Deus; e só considera esta sua alta dignidade quem ama a Deus.

A Rússia comunista, bem como Cuba, foram pioneiras na liberalização e adopção do aborto como política oficial; agora, porém, ambas começam a pagar um alto preço que, se não for revertido, pode significar o fim da própria sociedade. Belo exemplo!

WatchMan disse...

Que raio.
Mas que raio de confusão.
O nascimento de uma criança deve ser acompanhado de ?...
O fazer bebes não é o mesmo do que fazer ?...
O despenalizar o aborto não é o mesmo que ?...
O liberalizar o aborto não é o mesmo que ?...

Sinceramente, acho que por vezes fazemos um esforço tão grande para pensar na melhor solução que entendemos o mundo como um sítio ideal.
O ideal era que ninguém estivesse doente, carente de qualquer coisa, triste ou sozinho.
O ideal seria que ninguém morresse.
O ideal era que não existisse aborto.

Mas nós nunca tivémos o ideal. Tivémos algo que devemos pugnar para que se aproxime do ideal, mas que se chama... realidade.
E, É COM ISSO QUE TEMOS DE LIDAR.

O aborto não é discussão. Ponto parágrafo. Ninguém deve fazê-lo.Nem deve ser obrigado a fazê-lo. Nem por esta, nem por outra qualquer lei. Mas não é disso que se trata também, pois não?

O aborto em si é abjecto. É repulsivo. Ninguém no seu juízo perfeito poderá jamais querer fazê-lo. Ninguém é favorável a que se faça.

Mas se tiver de fazê-lo, se em consciência achar que é a única saída, então que o faça num hospital com acompanhamento médico, psicológico, psiquiátrico ou de terapia familiar prévios. Que o faça de modo, não a culpar, mas a ajudar a que o aborto eminente, deixe de ser necessário, ou que uma vez feito seja acompanhado de ajuda para ultrapassar tanto quanto possível essa amargura que fica.

Quem quiser, quem precisar, quem não conseguir evitar, que o faça sem ser como criminosa. Sem ser às escuras. Sem ser a sós. A frio. A medo.
Quem o fizer, quem o tiver de fazer, que o faça, sem temer os outros. Sem se achar envolvida num crime que atentou contra outra vida, que uns insistem em chamar vida e outros só conseguem olhar como falta dela.
Sobretudo sem ter medo de pedir ajuda.

Quem o fizer, que o faça por ter de o fazer e não por ter medo de pedir ajuda ou de estar junto de quem a pode dar.

Não é legítimo que se continue a atirar para o "degredo" pseudo-moralizante de uma sociedade cada vez mais mesquinha e centrada em problemas de comesinha vizinhança, sem que as condições de verdadeira proximidade, entreajuda e protecção social permitam evitar com eficácia esse degredo.

Antes de se punir é preciso ajudar quem precisa.

Antes de punir o aborto é preciso fazer com que as mulheres que só vêem essa opção se cheguem à frente e peçam ajuda...

Sou claramente pelo direito à vida.


Vou votar SIM à despenalização.

Filipe M. disse...

Caro Watchman,

não entendo como é que você se diz a favor da Vida e vai votar sim à morte...

Se me permite, e com todo o respeito, vou tentar fazê-lo ver o erro em que está a incorrer. Só lhe peço que leia até ao fim. O meu único interesse é ajudá-lo a decidir em consciência… para que depois não se venha a arrepender.

Já toda a gente sabe a falácia que representa a pergunta do referendo: não é a despenalização que está em causa: essa já existe - ela está prevista na lei actual.
Em várias circunstâncias (mal formação do feto, violação, perigo de vida para a mãe), a lei não condena, por isso não pune, a mulher.
De resto, caro Watchman, não há, de há 30 anos para cá, nenhuma mulher presa por ter praticado aborto. Isto é um facto provado.

Caso o sim ganhe, o que vai acontecer - da leitura da pergunta, embora falaciosa, extrai-se com clareza esta certeza - é permitir que a mulher que queira abortar o possa fazer sem ter de invocar qualquer motivo. Ou seja:
1. basta que o feto tenha apenas 10 semanas (e se tiver mais, como é? quem vai fiscalizar?;
2. que haja uma clínica legalmente autorizada (por isso, vejo tantos médicos obstetras e ginecologistas a apoiarem o sim... é que, para muita gente, o dinheiro "fala" muito alto);
3. a simples vontade da mulher.
Ponto final.

Não é preciso justificar coisa nenhuma. Que sim, porque sim - e mata-se uma Vida, sem mais nem quê!!!

Já pensou a tragédia e o horror que isto significa...?! Eu conheço mulheres que abortaram (não me disseram as razões), e ficaram para toda a vida com uma ferida profunda no coração amargurado, que não sara jamais.

Depois da liberalização... vai acontecer aqui (porque não somos diferentes dos outros) o que sucede nos outros países: os prazos alargar-se-ão cada vez mais, as facilidades para abortar serão cada vez maiores... e teremos em letra de lei o infanticídio permitido e legalizado...!

Depois, talvez passemos para a morte dos velhos e daqueles que já não produzem nada de útil para a sociedade... Duvida que esse passo seja ainda muito longínquo? Eu não. E olhe que todos caminhamos para a velhice…

Mentem vilmente os paladinos do sim no referendo, quando dizem que, se o sim ganhar, o aborto do "vão-de-escada" vai acabar …!
É evidente que não acaba nada, o número de abortos vai aumentar, e o aborto clandestino também vai continuar. A mulher vai ainda ser mais usada e explorada! E vai sofrer mais.

Os únicos que vão ganhar com esta trapalhada toda serão os donos das clínicas (autorizadas ou não), os empregados delas, e, claro, o Estado-ladrão que vai arrecadar mais impostos.

Veja bem a "qualidade" do Estado que temos: fecha maternidades e centros de saúde, e escolas para crianças e jovens, por alegada falta de verbas; mas vai investir milhões de euros na matança de inocentes...!

E que tal vermos um primeiro-ministro a tomar partido - quando a sua posição lhe exigiria imparcialidade e distância – e a incentivar os jovens a votar na morte de bebés indefesos...?!!!

Que belo exemplo de democracia! Os interesses do partido e o jogo partidário acima dos superiores interesses do País! São os "políticos" que temos...!

É facto incontestável que a legalização do aborto vai fazer aumentar o número de abortos, vai trazer maior sofrimento às mulheres, e vai ocasionar sérios problemas sociais, muito graves e de difícil resolução.

Sabe a que conduziu a legalização do aborto nos USA? Que, neste momento, por cada 100 bebés nascidos, há cerca de 800 abortados! E na Rússia, onde o aborto foi legalizado depois da revolução marxista, em 1924, chegaram-se a praticar, nos anos 90, em média 7 a 8 milhões (sim, milhões) de abortos por ano! São tudo informações credíveis, baseadas em documentos oficiais.

Watchman, não vê e ouve as francesas e as americanas a pedir a revogação da lei do aborto? E o governo alemão, aflito, a tentar parar o aumento exponencial do aborto, e a oferecer segurança material e ofertas em dinheiro às mães para que deixem nascer os filhos ?
E nós, tolos, vamos repetir as experiências negativas que os outros já estão a recusar, por comprovado insucesso, sofrimento, e aumento de graves problemas sociais…?!

Mas o “negócio” está (e vai florescer também no nosso País,caso o sim vença) a florescer… para alguns… não é? As indústrias farmacêuticas, os profissionais da saúde (?!), as empresas conexas, os industriais e comerciantes da morte …. estão todos a prosperar e a enriquecer…. e as máquinas do Fisco estão a arrecadar mais impostos…!

Coitada da Mulher! Carne de canhão para esta gentalha sem moral e sem consciência, ávida de lucros, idólatra do dinheiro...!!!

Watchman, defendamos a Mulher!
Os únicos verdadeiramente interessados em proteger a Mulher são os que não querem vê-la abortar - são os que querem ajudá-la a ter o filho nas melhores condições, oferecendo à Mãe e ao filho nascido garantias de ajuda autêntica e de acompanhamento e educação digna da criança.

Já agora: sabe quem tem ajudado mais as Mães solteiras e os seus filhos nascidos (muitos pareciam estar destinados a morrer)? As instituições privadas criadas e suportadas pelos defensores do NÃO. Isto é um facto indesmentível.

As pessoas que lutam contra a liberalização do aborto são as que mais têm vivido os dramas dessas mulheres e, por isso, sabem o que fazem e o que dizem quando alertam para os problemas gravíssimos que resultarão para as mulheres, para as famílias, para toda a sociedade, se alegalização/liberalização vier a acontecer.

O Estado e os governantes (?!) disto não percebem nada, porque não conhecem os problemas, não os vivem, e pouco se importam com os cidadãos. É indesmentível que o Estado nada tem feito neste campo.

Vamos votar NÃO ao aborto – sim à VIDA!

Termino, citando a Madre Teresa de Calcutá, santa Mulher, que nunca esteve enfeudada a partidos políticos, mas apenas aos mais pobres dos pobres:

“O aborto é um assassinato no ventre. Uma criança é um presente de Deus. Se não a quiser, dê-a para mim.
A maior destruição da paz é o aborto; pois se uma mãe pode matar a sua própria criança, o que impede de eu matar você e você me matar ?
É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja.”

Espero tê-lo ajudado.

Um abraço!
Filipe M. - filho, marido e pai.

WatchMan disse...

Espero que não fique chateado, mas penso que fez a interpretação errada acerca da minha posição.

É exactamente por ser completamente favorável à vida que não concebo que exista uma lei que pune um acto terrível para a mãe como a decisão de abortar.

É por isso que não aceito que seres humanos tenham de se sujeitar à infâmia de se drogar, magoar ou de outra qualquer forma de mutilação apenas porque não se pode ir a um Hospital Público e declarar que se decidiu abortar.

É por isso que não aceito nem concebo que a existência de uma Lei estúpida, que nunca salvou bébé nenhum da morte por aborto, muitos deles efectuados em condições que levaram à morte a própria mãe, seja defendida por aqueles que se dizem desfavoráveis à sua mudança.

É por isso que não percebo que alguns dos que defendem o NÃO, defendam também formas de planeamento familiar baseados em métodos tão falíveis que podem conduzir a situações em que o aborto é inevitável.

É por isso que não entendo como aqueles que dizem ter feito algum esforço para ajudar as mães que pensam fazer aborto, sejam incapazes de perceber que sem a ajuda do Estado não será possível chegar a todas as mulheres que estão com problemas tão graves que só a própria ideia da interrupção da ravidez se lhes afigure acertada.

É por isso que não acredito que a simples punição, com ou sem golpes de rins de última hora, seja capaz de permitir mudança na sociedade no sentido de ajudar bébés e mães a encontrar sempre um caminho viável para a vida.

E já agora deixe-me dizer-lhe que, é por isso que não consigo perceber que os subscritores do NÃO, não consigam perceber que o útero é propriedade da mulher e não está disponível para arrendar, doar, emprestar ou de qualquer outra forma ceder, durante as semanas que restam para além das 10 semanas que tão desesperadamente, querem continuar a não permitir.

Também me permito dizer que nas famílias, crentes, tementes a Deus e agressivamente pró-vida, também existem pessoas que fizeram abortos e que souberam da existência dos mesmos nos amigos, na família e os fizeram seguir.

Também me permito dizer que nas mesmas fileiras do não há aqueles que por maioria de razão acham que o Não que agora existe devia ser transformado nalguma coisa de mais definitivo, abolindo os casos em que por isto e aquilo se mata uma vida, ainda que consequente de violação, ou com má-formação congénita ou genética.

Também lamento que se diga tão de boca cheia, que os médicos é que ganham com isto. Os mesmos que se o aborto for despenalizado terão, se quisermos todos e se ajudarmos a que assim se faça, de fazer todos os possíveis para os evitar, recorrendo, porque não a vós que defendeis o NÃO...

Há muito mais soluções através do SIM e todas dependem de nós.
Há muito menos dificuldades e muito mais humanismo desta forma

O NÃO não evita nenhum aborto.
Mas mata.

O SIM pode evitar alguns abortos e pode diminuir a matança.

A pergunta é tão boa para o SIM como para o NÃO. É Constitucional. Não é falaciosa, não é mentirosa, não é enganadora. Como em Portugal é Anti-constitucional referendar Leis, tem de se fazer esta pergunta. O que se pretende é uma resposta que permita alterar ou não a Lei. Não se vai referendar se o Estado vai ou não fechar os olhos, mas sim se nós o vamos fazer.

Por favor não fechemos os olhos...

Porque não se preocupam tanto com as guerras que matam crianças, com as crianças que trabalham para termos roupas de marca, ou pelas meninas que são prostitutas???... A vida não é só no ventre da mãe. Os inimputáveis são-no até bem mais tarde...