sábado, março 10

Um Portugal inédito

Portugal é um País de "situações inéditas"!
Agora um arguido "qualquer" quer ser julgado não no local próprio, no Tribunal, mas sim na televisão...
Se isto pegar, eu, quando fôr julgado, quero que o julgamento seja no CheSsenta Bar e com música ao vivo, e de preferência com muita cerveja.....
Há dias um "qualquer" outro, candidatou-se ainda antes de estar demitido! Demito-me mas quero continuar.....
Num hospital um "qualquer" enterrou o morto que não era e deixou cá fora o morto que era...
Em Faro parece que um "qualquer" que não está na Câmara manda mais doque o que lá está...
Um outro "qualquer" anda a fechar as urgências que não deve e deixa aberta as que deve fechar....
Um político "qualquer" que foi presidente dum partido de onde se demitiu, agora quer outra vez o partido para si....
Um governo "qualquer" incentiva o abate de viaturas velhas mas faz leilões da sua sucata...
Um tipo "qualquer" inventou o Dia da Mulher e conseguiu assim que seja o dia, ou melhor, a noite, em que se encontram mais mulheres "torcidas"...
Um "louco qualquer inventou" um País chamado Portugal que se tornou o Páis mais inédito do planeta....
Provávelmente, no futuro, os Nobel serão para atribuir a estes iluminados....
Bom fim-de-semana

7 comentários:

estrela disse...

..."Dizem que ninguém é insubstituivel,não é verdade...
no coração humano, um amigo é para sempre Insubstituivel!..."


Até dá vontade de rir, para não chorar de tristeza :(...lol

que país de treta o nosso.(o país não é de treta, até acho bem lindo, mas o estado dele é uma desgraça total.)Beijos

Anónimo disse...

Somo inéditos em muito aspectos, mas é na diferença que certos personagens conseguem tanto protagonismo. A comunicação social dá-lhes todo o apoio, porque sem ela, eles nunca seriam nada. O povo agradece o folhetim, e faz deles os seus ídolos. Se eles não fossem diferentes quem é que lhes ligava? Os politicamente correctos vão passando à história. E lá diz o velho ditado:”Quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré, há muitos que querem sê-lo mas não sabem como é!”.

Anónimo disse...

Houve um rei em portugal que disse um dia quereramos um país de bananas governado por sacanas .

E já no tempo dos romanos se dizia que este povo da ibéria não se governa nem se deixa governar .

Este é o portugal que temos e merecemos .

Um abraço

J. Seita

Da Casa da Mathilde disse...

É a segunda vez que passo pelo teu blog e penso que tens aqui um espaço de discussão/ reflexão muito bom.Que o debate seja profícuo.
Beijinhos e não desistas .

Anónimo disse...

Olha o que Eça de Queiroz escrevia em 1867
Política de Interesse

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva.
À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.




Liliana

Patricia disse...

Infelizmente, é o país que temos :|
Há muito tempo que não vinha cá... beijocas*

Anónimo disse...

não sou anónimo! sou a Seilá e digo que o mal, de haver tantos "quaisqueres" está em não se querer apontar a dedo a cada um dos "qualquer" e julgar nem que fora na rua ou se calhar na rua se o apontassem, a cada um do "qualquer" eles passassem a ser o nome que lhes deram no registo e haviam de pensar (se é que sabem ao menos para isso fazer)que os linchavam se agissem assim como um "qualquer"
sorry, mas provocaste-me