segunda-feira, março 2

Resolver a indefinição

Resolver a indefinição

Entre os concelhos de Faro e de Loulé existe uma situação única em Portugal: 5 km2 de território de indefinição de fronteiras. Quase mil habitantes, cerca de 200 edifícios e uma rede infra-estruturas que pertencem a uma confusão inaceitável.

No centro do Algarve, junto do Parque das Cidades, a história, a geografia e o cadastro andam desencontrados.

Se fosse um qualquer serro entre dois barrancos, no meio da serra, ainda se poderia admitir a dúvida, se bem que pouco adequada, mas entre os dois maiores concelhos da região, junto da Via do Infante, não faz sentido.

Há que ter vontade e com dignidade resolver isto de vez.

Obviamente que temos passos processuais de muito rigor a dar. Não há outro caminho responsável.

Após o início do próximo mandato autárquico, propomos que seja criada uma comissão de trabalho para resolver este problema.

Nessa equipa deverão estar representadas as freguesias de S. Pedro, de Almancil e de Santa Bárbara de Nexe, bem como os Municípios de Faro e de Loulé, além de especialistas em história, direito e topografia, com um Presidente consensual, tendo por missão a apresentação de um relatório técnico, no prazo de 180 dias, a submeter aos órgãos autárquicos, antes da solicitação legal à Assembleia da República.

Esta é a maneira de resolver a questão, dando a devida dignidade a todos os intervenientes.

Temos que ter a maturidade, o bom senso e a capacidade de decisão que acabe de vez com situações inexplicáveis para as populações envolvidas.

Uma capital regional não pode ter na sua agenda de preocupações assuntos de tipo quase medieval.

Estas coisas não se podem adiar sucessivamente. É preciso ter e praticar sempre um estilo de decisão.

(Inf.à Imprensa)

1 comentário:

Anónimo disse...

mais uma comissao. a x por cada reuniao la se vao mais uns euros para os amigos e quanto aos resultados das comissoes estamos conversados.
ze francisco