quarta-feira, abril 15

E agora? como é?

A crise aí está traduzida em números!
E nós, aqui no Algarve, com a libra desvalorizada, vamos sofrer na pele pelo facto de nunca termos arranjado mercados turísticos alternativos!
Por outro lado, produzimos ZERO!
E assim, aproximam-se tempos muito difíceis!
Cada um de nós tudo tem que fazer para conseguir manter o seu posto de trabalho...
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Recessão: Recuperação só chegará depois da retoma da economia europeia
Crise tira a Portugal 15,3 milhões/dia
A riqueza produzida em Portugal vai cair 3,5 por cento neste ano.
Os efeitos da crise económica, a pior desde o 25 de Abril, vão custar ao País 5,6 mil milhões de euros.
Em média, por cada dia que passa, são 15,3 milhões de euros que são retirados à riqueza nacional.
Tudo somado, o que vamos perder este ano pela contracção da economia, dava para pagar o novo aeroporto, o TGV e a 3ª travessia do Tejo.
O Boletim da Primavera do Banco de Portugal revela que o último trimestre foi desastroso para a economia mundial e atingiu em cheio o nosso país, com uma queda do Produto Interno Bruto de 1,8 por cento, uma redução das exportações de 8,9 e do investimento de 8,4 por cento.
A procura externa dirigida à economia portuguesa passou de um crescimento positivo de 2,5 por cento para uma projecção negativa de -13 por cento.
Com este cenário é inevitável o aumento do desemprego, a diminuição do consumo e a descida da inflação.
'O desemprego não deverá aumentar tanto como a dimensão da recessão pareceria indicar, uma vez que o comportamento normal das empresas é o de tentar conservar os seus trabalhadores na expectativa de a quebra de crescimento ser temporária', afirma Constâncio, que faz um apelo ao Governo: 'Responder à crise actual deve ter, assim, como principal preocupação tentar minorar o desemprego e os seus efeitos humanos e sociais. Isso é particularmente importante para evitar um aumento da pobreza em Portugal.'
O governador aconselha o Executivo a ter 'prudência' na adopção de medidas que possam colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas.
Recusando-se a comentar sobre quais os efeitos que estas novas projecções terão no défice público, Constâncio refere que, se o aumento do défice resultar da diminuição da receita fiscal, 'não é necessário um orçamento rectificativo'.
Mas nem tudo são más notícias. A recessão traz consigo um maior aforro das famílias, proporcionado por uma redução do consumo, em particular dos bens de consumo duradouro (carros e electrodomésticos) que sofrem uma queda de 17 por cento. 'Prevemos um aumento real de cerca de dois por cento do Rendimento Disponível médio das famílias portuguesas', refere Constâncio, adiantando que este facto supõe 'uma forte subida da taxa de poupança dos particulares (de 6,2 para nove por cento do rendimento disponível).
GOVERNO ADMITE REVER PREVISÕES
O Governo admite rever as previsões para a evolução da economia portuguesa. Teixeira dos Santos afirmou ontem que 'continuamos atentos à evolução económica e às condições sociais que este agravamento implica'. O ministro das Finanças referiu que 'o Governo fará as suas previsões no momento oportuno': 'Estamos conscientes da incerteza que esta crise nos traz', diz Teixeira dos Santos, que promete acelerar os investimentos públicos.
REACÇÕES
'RECESSÃO BASTANTE CAVADA E GRAVOSA' (Bagão Félix, ex-ministro)
A contracção de 3,5 por cento do PIB é um valor bastante acentuado e que representa uma recessão bastante cavada. Em termos de curto prazo é sobretudo gravosa para os que perdem emprego.
'É UMA REALIDADE DEVASTADORA' (Miguel Frasquilho, PSD)
É uma realidade devastadora aquela que vamos encontrar em 2009. Portugal irá registar o pior desempenho económico em 34 anos. Desde 1975 que não se tinha um cenário tão mau.
'SÃO MÁS NOTÍCIAS PARA O PAÍS' (Honório Novo, PCP)
São más notícias para a economia, para o País e para os portugueses, sobretudo para aqueles que mais precisam. Exige-se que o Governo comece a falar claro.
'EXISTE O RISCO DE DEFLAÇÃO' (Ana Drago, BE)
Vamos de pior previsão em pior previsão. O risco da deflação existe (...) é preciso estimular o consumo. São precisos pequenos investimentos e não investimentos para 2010.
FRASES DE CONSTÂNCIO
- 'Se a retoma vier no final de 2009 o desemprego não aumentará como previsto.'
- 'Em todos os países europeus os défices orçamentais vão aumentar. Está no PEC. Parece-nos que o risco de deflação está completamente afastado [em Portugal]. O desemprego não deverá aumentar tanto como a dimensão da recessão pareceria indicar.'
NOTAS
GESTORES: CRITÉRIO
O presidente do Instituto Português de Corporate Governance, João Talone, defendeu que o Governo deveria divulgar os critérios de escolha dos gestores públicos
PME INVEST: APOIA 26 MIL
As três linhas PME Invest apoiaram já 26 mil empresas em Portugal, tendo sido utilizados 81 por cento dos incentivos, no valor de 3,4 mil milhões de euros
(Lusa)

2 comentários:

Anónimo disse...

Deixe lá, o seu São Macário irá resolver esse problema e todos os outros que se apresentem, pois ELE é o Salvador

Anónimo disse...

Cambada de ladrões estes politicos nacionais. E o maior de todos talvez seja o que tem a chave do Banco de Portugal!